Desafios do segmento de material de construção

Saiba como superar os desafios do setor de material de construção, que enfrenta uma fase de crise com a desaceleração econômica

Foto: nikitabuida/Freepik

De acordo com números do Sebrae, as lojas de material de construção ocupam o terceiro lugar no mercado de varejo se considerado o número total de empreendimentos: são cerca de 270 mil negócios de pequeno e médio porte em todo o país.

A esse panorama altamente competitivo soma-se ainda uma forte crise no setor de construção civil. Ele sofreu uma expansão devido a elevação de renda e facilidade de crédito habitacional na última década. Mas voltou a cair desde a desaceleração da economia em 2014 e ainda não se recuperou.

Diante desse cenário, lojistas do segmento de material de construção que desejam garantir uma boa lucratividade precisam manter sua participação atual no mercado e se preparar para um novo ciclo de desenvolvimento com incremento em gestão, eficiência de custos  e foco em produtos e clientes de boa rentabilidade.

Para tanto, é preciso superar alguns desafios que podem fazer toda a diferença no desempenho comercial e financeiro do negócio. Saiba quais são eles!

5 desafios do segmento de material de construção que você precisa superar

1. Controle de estoque - Um dos maiores desafios enfrentados por lojistas do segmento de material de construção é, sem dúvidas, o controle de estoque.

Quando realizado de maneira ineficiente, alguns produtos ficam sem o giro adequado, provocando prejuízos ao negócio. Enquanto isso, outros são adquiridos em quantidade insuficiente para atender a demanda.

Dessa maneira, o lojista perde vendas num cenário em que qualquer diminuição no desempenho significa ameaça ao seu sucesso. E, não raramente, pode perder clientes em definitivo para a concorrência.

Diante dessa realidade, buscar alternativas eficientes de gestão de estoque, longe de ser um gasto, é um investimento necessário para lojistas que desejam manter a competitividade em alta.

Utilizando softwares de gestão integrada (ERP), é fácil identificar o momento mais adequado para realizar a reposição de produtos. Além de controlar preços e prazos de entrega e compreender melhor a ocasião ideal para realizar promoções ou queimas de estoque.

Assim, o seu estoque fica totalmente otimizado, facilitando tanto o inventário como o tratamento adequado de informações sobre devoluções, trocas, avarias e desperdícios de material de construção.

2. Planejamento financeiro - No mercado de material de construção, as margens de lucro são bastante apertadas. Por isso, planejamento financeiro rigoroso é fundamental para negócios que desejam garantir um bom posicionamento de mercado.

Mais uma vez, o software de gestão integrada aparece como recurso importante para garantir a identificação adequada de todos os custos, investimentos e do fluxo de caixa do negócio, informações essenciais para um planejamento financeiro eficaz.

Como esse tipo de programa, você elimina processos manuais, tradicionalmente sujeitos a erros que podem comprometer toda a eficácia da análise, e dinamiza o fluxo de trabalho, liberando a equipe de colaboradores para tarefas mais estratégicas ou ligadas ao core business do negócio.

Com um bom software de gestão empresaria, o lojista pode, por exemplo, controlar o orçamento de maneira eficaz. E, ainda, estabelecer comparativos real time entre o que foi planejado e o realizado. A partir disso, realizar a gestão de contas a pagar, registrar tanto pagamentos parcelados como custos fixos com total integração à área contábil, se torna mais ágil.

Além disso, com os módulos de relatórios, é possível realizar uma análise mais aprofundada e assertiva da situação financeira da loja de material de construção. Isso facilita a tomada de decisões com base em dados reais e não em “achismos”.

Isso porque esse tipo de software permite que o lojista identifique pontos de melhoria nos processos e transações realizadas. Ele irá, portanto, encontrar melhores oportunidades para o direcionamento de recursos ou mesmo os locais mais adequados para reduzir custos.

3. Administração de contas a receber - Outro ponto nevrálgico no segmento de material de construção é a gestão de contas a receber. Um controle ineficiente das cobranças provoca prejuízos que, em larga escala, podem afetar até mesmo a continuidade do negócio.

Utilizar um sistema eficiente de controle nesse setor é fundamental. Pois, garante a correta gestão das carteiras de cobranças e crédito dos clientes. E, consequentemente, a saúde financeira do empreendimento.

Com um sistema de gestão empresarial integrada, é possível controlar as contas a receber por cliente, por tipo de cobrança, por data de vencimento e até mesmo por natureza de receita. Dessa maneira, é possível estabelecer um relacionamento mais assertivo com os consumidores inadimplentes e otimizar o planejamento financeiro da empresa.

4. Gestão tributária - Lojistas do setor de material de construção também precisam lidar constantemente com desafios ligados à gestão tributária do negócio.

Não é incomum que empreendedores destinem o tempo de tarefas estratégicas para atividades que poderiam ser automatizadas. A emissão de notas fiscais a cada venda realizada é um exemplo simples.

Ao automatizar esse tipo de procedimento, o lojista dinamiza o fluxo de trabalho e diminui as chances de erros, garantindo uma gestão tributária mais eficiente e com menores possibilidades de multas que podem comprometer a eficiência financeira da loja de material de construção.

5. Logística de entrega - O segmento de material de construção é um dos que mais sofrem com uma logística de entrega deficiente. Isso porque esse tipo de negócio lida com um tipo de produto (cimento, acabamentos, areia, louças, metais etc), cujo volume e peso exigem a entrega na construção.

Por isso, contar com um sistema de gestão que ajude a garantir uma logística adequada, otimizando a formação de rotas e a quantidade de entregas no menor número de viagens possível é fundamental para assegurar a rentabilidade e evitar gastos desnecessários com fretes que podem impactar os custos do empreendimento.

Como você pode ver, este segmento é altamente competitivo e vem enfrentando crises há alguns anos. Portanto, lojistas que desejam garantir uma boa lucratividade nesse mercado precisam lançar mão de todos os recursos disponíveis. O ideal é dinamizar processos e implantar uma gestão eficiente, que diminua custos e maximize resultados.

Fonte: ATS Informática