Cimento e aço são os materiais de construção que mais subiram de preço recentemente


Foto: Rodolfo Quirós/Pexels

Os custos da construção civil subiram 1,92% em abril no Rio Grande do Sul. Os preços vêm elevados desde a pandemia e seguem em alta no setor. Conforme o proprietário da GM Casa e Construção, Gerson Marques, a inflação nos materiais de construção é a nível nacional e afeta todos os estados brasileiros. Em Passo Fundo não é diferente, e a empresa vem enfrentando dificuldades com os constantes reajustes.

De acordo com o empresário, antes as indústrias comunicavam que haveria um aumento e o preço novo demorada até seis meses para chegar nas lojas. Atualmente, as empresas chegam a registrar até dois reajustes no mesmo mês. Desse modo, está muito difícil garantir preço para os clientes que iniciam uma obra e vão comprando os materiais, conforme a obra avança.

Gerson conta que o cimento e o aço foram os itens que mais subiram de preço, mesmo com as indústrias do setor registrando lucros absurdos no ano passado. O saco de cimento, por exemplo, aumentou R$ 5,00 em apenas um mês. O empresário relata que as pessoas estão priorizando outras coisas mais urgentes e deixando aquela reforma na residência para mais tarde.

Outro fator que vem contribuindo para os reajustes nos materiais de construção é o preço do combustível. Gerson explica que a areia, o cimento, o ferro, o tijolo vem de longe e transportados por caminhões. Dessa forma, o combustível sobe em um dia e a transportadora já repassa o valor no outro, fazendo com que os materiais subam de preço de um dia para o outro em alguns casos.

O governo federal anunciou nesta semana a isenção do imposto no aço, no entanto, o empresário afirma que como o produto subiu demais, esse desconto acaba se diluindo no preço e pouca diferença é notada.

Por: Mateus Pirolli | Fonte: Rádio Uirapuru