O que é a Indústria 4.0?
Também chamada de Quarta Revolução Industrial, a Indústria 4.0 é caracterizada pelo uso de inovações tecnológicas — como Inteligência Artificial (IA), Internet das Coisas (IoT, em inglês, sigla para Internet of Things), Big Data e machine learning — que conectam os ambientes de produção a sistemas ciberfísicos com o objetivo de otimizar os processos industriais, tornando-os mais eficientes.
Princípios
A tendência para os próximos anos é que a Indústria 4.0 se expanda cada vez mais e impulsione grandes avanços no processo produtivo. Existem seis princípios que orientam as empresas nos processos de desenvolvimento e implementação desse novo modelo de produção.
- Interoperabilidade - Dispositivos, tecnologias e comunicação, dados e pessoas ficam conectados por meio de sistemas ciberfísicos, que permitem a comunicação e a colaboração na indústria.
- Virtualização - Tecnologias como Realidade Virtual e Realidade Aumentada permitem a visualização e a experimentação de processos e ambientes de forma bastante real, instantânea e segura;
- Tempo real - Tecnologias de informação avançada e sistemas integrados fazem o envio de dados em tempo real, facilitando a tomada de decisões, operações logísticas, de manutenção e reposição;
- Descentralização - Com sistemas integrados e o envio de dados em tempo real, as decisões podem ser tomadas por cada área de forma independente, sem precisar passar por uma análise central;
- Orientação a serviço - A conexão entre pessoas e máquinas e o uso de dados dão origem a novos modelos de serviço com valor agregado, que colocam o cliente no centro dos processos;
- Modularidade - Com sistemas inteligentes, podem ser usados módulos que aumentam a flexibilidade e a agilidade da produção, tornando-a mais personalizada.
O que esperar desta revolução?
A Quarta Revolução Industrial está se expandindo pelo mundo, trazendo inovações e grandes mudanças para as formas de produção. Mas nem todos os países vão viver essa transição da mesma forma. Alguns encontrarão grandes desafios para implementar as novas tecnologias, como falta de profissionais especializados, de infraestrutura e até de informação.
No Brasil, uma pesquisa da Fiesp entrevistou 417 empresas em 2019, das quais 71% eram pequenas, 25% eram médias e 4% eram grandes. Embora 75% dos entrevistados já conhecessem a Indústria 4.0, apenas 3% se sentiam "muito preparados" para implementá-la.
Entre as razões para isso, foram citadas a falta de recursos (56%), de profissionais capacitados (35%), de informação (33%) e custos elevados (20%). Esses fatores se agravam em um ambiente econômico instável, afetado por crises econômicas que desviam a atenção do setor para outras questões.
Por outro lado, apesar dos entraves, muitas organizações já empregam esforços para adaptar e aprimorar processos e se manter competitivas no mercado. No Brasil, 23% das empresas já estão implementando a Indústria 4.0 e 30% têm planos para começar a adotá-la em breve.
Tecnologias como computação em nuvem (64%), sensores inteligentes (51%), comunicação de máquina para máquina (46%), digitalização (45%) e Internet das Coisas (36%) têm sido utilizadas pelas organizações. Mas isso não significa que a produção segue os padrões da última revolução industrial. Além de investir em automação, é preciso tornar todos os processos mais integrados, promovendo uma mudança cultural nas organizações.
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Fonte: Ciser
